Luís Martins, defesa-esquerdo da Seleção Sub-20, disse que todos estão preparados para a estreia frente ao Uruguai, na madrugada de domingo, no Mundial da categoria.

"A equipa está cada vez mais forte e mais unida", disse o jogador, em declarações ao site da Federação Portguesa de Futebol, reconhecendo que Portugal terá uma estreia com um adversário com muito crédito: vice-campeão no Mundial Sub-17.

O defesa define os uruguaios como "jogadores rápidos, fortes fisicamente e também fortes nas transições", mas diz que a seleção portuguesa tem argumentos para os anular e também tem os seus pontos fortes, nomeadamente na troca de bola.

"Temos, também, transições muito fortes, conseguimos criar espaços entre linhas e temos vindo a melhorar significativamente na finalização", acrescentou o jogador.

Mário Rui, também lateral esquerdo da seleção, disse, por sua vez, ser normal alguma ansiedade antes da estreia e admitiu que um estádio cheio - como é esperado - "poderá servir para dar uma motivação extra" aos jogadores.

"Muitos ainda não tiveram essa oportunidade [de jogar num estádio cheio] e vai servir de motivação" sublinhou.

Luís Martins e Mário Rui lutam pela titularidade no lado esquerdo da defesa, com ambos os jogadores a dizerem que se trata de uma concorrência saudável e que, no final, cabe ao treinador decidir.

Esta quinta-feira, a Seleção volta a treinar em Cali, às 16h30 locais (22h30 em Lisboa).

Fonte Jornal Record por MIGUEL BARREIRA


Vídeo: Recepção aos jogadores do Mundial Sub-20 na Colômbia em 2011



Antes da partida da seleção de Sub-20 para o Panamá, onde vai estar a preparar o Mundial da Colômbia, Ilídio Vale delineou a estratégia portuguesa para atacar o Campeonato do Mundo.

"Vamos procurar fazer o melhor Mundial possível, chegar o mais longe possível e valorizar os jogadores. Queremos dignificar o nosso país e o nosso futebol", afirmou o selecionador nacional esta sexta-feira no aeroporto.

O técnico falou ainda dos resultados pouco satisfatórios conseguidos na fase de preparação, que se saldaram em três empates, afirmando que foram um meio de preparação para o Mundial. "Não nos preparámos especificamente para estes jogos, mas, pelo contrário, utilizámos estes jogos como meio de preparação. Estes e os que aí vêm. Há coisas que podiam estar melhores, mas houve um conjunto de contrariedades que nos condicionaram uma melhor prestação".

Ilídio reconhece ainda que as entradas e saídas dos jogadores do estágio da seleção acabaram por condicionar o trabalho programado. "Qualquer treinador quer ter todos os jogadores disponíveis para trabalhar, mais ainda quando se trata de uma Seleção Nacional. Mas nós estamos cá para encontrar soluções para os problemas e foi isso que tentámos fazer: minorar ao máximo aquilo que podiam ser os prejuízos. Não fizemos só coisas negativas, como muita gente lamentavelmente analisou estes três jogos, mas tivemos algumas coisas muito positivas, nomeadamente a nossa organização defensiva, que foi evoluindo de jogo para jogo e que era um dos nossos grande objetivos".