
CR9 não gostou que tivessem duvidado da gripe que o afastou do Liechtenstein. Com Queiroz em silêncio, Carlos Godinho disse ao DN que sempre acreditou no atleta
Cristiano Ronaldo está magoado com Gilberto Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, e com o seleccionador nacional Carlos Queiroz por terem duvidado da gripe que impediu que representasse a selecção nacional no último jogo particular com o Liechtenstein. "Só quero que me respeitem mais", disse ontem o jogador, em declarações à SIC no final da partida com o Dortmund.
O avançado frisou que a situação que se gerou em torno da sua ausência da equipa das quinas lhe "caiu mal", tendo aproveitado para deixar um recado: "O presidente e o Carlos [Queiroz] conhecem-me bem, sabem o que eu sou. Por isso, deixa-me triste que tenham duvidado daquilo que eu tive, mas há pessoas assim..."
Irritado com a situação, Ronaldo aproveitou para recordar um episódio que o marcou, na Rússia, na fase de qualificação para o Mundial 2006. "Já joguei pela selecção no dia em que o meu pai faleceu e as pessoas não têm em conta essas coisas", atirou, deixando mais um lamento: "Fico triste por saber que os portugueses têm dúvidas daquilo que sou, do que fui e do que vou ser para a selecção."
Ronaldo rematou o seu rosário de queixas com um apelo à união em torno da equipa nacional, pedindo que "puxem todos para o mesmo lado" para que "ajudem" a garantir o apuramento para o Mundial da África do Sul, que se disputa no próximo ano.
Contactado pelo DN, Carlos Queiroz recusou-se a comentar as declarações de Ronaldo, justificando a sua decisão com o facto de não ter ouvido as queixas do jogador. Gilberto Madaíl esteve incontactável até à hora do fecho da nossa edição.
Carlos Godinho, director-técnico da selecções, recordou ao DN que "as críticas nunca foram dirigidas a Cristiano Ronaldo" e que a federação "nunca duvidou da doença" do jogador. "Ele já deu provas da enorme vontade em jogar pela selecção, sobretudo em momentos dificeis, como na morte do pai", reforçou Godinho, justificando que o que foi criticado "foi o modo como o Real Madrid geriu o assunto".
Depois de reforçar a ideia de que "a Federação em nenhum momento colocou em causa a doença do Ronaldo", lembrou que se tratou de "um processo muito rápido" motivado pelo "regresso tardio" do Real dos Estados Unidos, onde fez uma digressão. "Se o Real tivesse chegado umas horas antes nada disso tinha acontecido. Até Jorge Valdano assumiu que não houve a comunicação adequada", concluiu. Fonte Notícia/Imagem DN
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